Estenose da Traqueia

A estenose é a obstrução da região interna da traqueia. Pode ser benigna quando ocorre devido à formação de um processo cicatricial para dentro da traqueia e que evolui para o fechamento parcial ou total de sua luz (orifício interno), impedindo a passagem de ar.

O Dr. Malucelli possui longa experiência no tratamento das estenoses da traqueia e já realizou centenas de cirurgias em adultos, crianças e recém nascidos.

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Estenoses adquiridas

Essas estenoses são classificadas conforme a sua localização (traqueia superior, média ou inferior) e conforme o grau de obstrução de sua luz. Cada tipo terá um tratamento mais adequado.

Grau I - Normal até 50% de obstrução.

Grau I – Desde normal até 50% de obstrução.

Grau II - De 51% a 70% de obstrução.

Grau II – De 51% a 70% de obstrução.

Grau III - De 71% a 99% de obstrução.

Grau III – De 71% a 99% de obstrução.

Grau IV - Sem luz.

Grau IV – Sem luz.

Estenoses congênictas

As estenoses congênitas são raras e de difícil diagnóstico e tratamento. Podem ser visíveis já ao nascimento. Estas se classificam em tubular segmentar, tubular larga, traqueia em embudo, traqueia em embudo + brônquio traqueal, traqueia em embudo com agenesia do brônquio principal.

Estenose traqueal congênita tubular segmentar.

Estenose traqueal congênita tubular segmentar.

Estenose traqueal congênita tubular larga.

Estenose traqueal congênita tubular larga.

Estenose traqueal congênita em embudo.

Estenose traqueal congênita em embudo.

Estenose traqueal congênita em embudo + brônquio traqueal.

Estenose traqueal congênita em embudo + brônquio traqueal.

Estenose traqueal congênita em embudo com agenesia do brônquio principal.

Estenose traqueal congênita em embudo com agenesia do brônquio principal.

Quais os tratamentos?

Somente devem fazer esses tratamentos médicos profissionais que tenham recebido um treinamento específico para essa doença. Em nossa equipe contamos com otorrinolaringologista, endoscopista respiratório, cirurgião torácico, pneumologista infantil e pneumologista de adultos. Todos tiveram formação em centros especializados em tratar as doenças das vias aéreas. O tipo de tratamento dependerá de que região da traqueia está sendo afetada pela estenose.

Tratamento cirúrgico

Tratamentos cirúrgicos

Quase sempre haverá necessidade de algum tipo de tratamento cirúrgico para essa doença. Todos os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em ambiente hospitalar, com o paciente sob anestesia geral.

Outros tratamentos

Outros tratamentos

Veja outros tratamentos possíveis para a estenose da traqueia, como o uso de prótese internas “stents”, dilatação das estenoses, reoperações em estenoses da traqueia e tratamentos na Urgência/Emergência.

Como ocorre a estenose adquirida da traqueia?

Em recém-nascidos a estenose da traqueia pode ser congênita / genética e ocorrer já ao nascimento causando uma dificuldade respiratória onde geralmente haverá necessidade de intubação (colocação de um tubo através do nariz ou da boca até a traqueia) e a necessidade de colocação em uma máquina de respiração artificial. Nessa idade sempre devemos pensar que a estenose geralmente não será da região traqueal, mas sim da região laríngea (devemos excluir esse diagnóstico).

Em recém-nascidos, crianças e em adultos a estenose de traqueia quase sempre ocorre após ela ser intubada. Quando a pessoa é colocada em ventilação artificial, haverá necessidade de se colocar um tubo na via aérea para ser conectado a máquinas que farão a respiração. Esta intubação pode ser feita através do nariz, boca ou na região cervical (traqueostomia ou cricostomia). Esses tubos, posicionados dentro da laringe e traqueia, muitas vezes irão gerar um processo cicatricial na região interna da traqueia e podendo evoluir para uma estenose (fechamento da luz – orifício interno).

Visão endoscópica de um tumor gerando uma obstrução da luz da traqueia (simula os sintomas que ocorrem em estenoses benignas dessa região).

Visão endoscópica de um tumor gerando uma obstrução da luz da traqueia (simula os sintomas que ocorrem em estenoses benignas dessa região).

Visão endoscópica da traqueia com estenose circunferencial Grau III.

Visão endoscópica da traqueia com estenose circunferencial Grau III.

Traqueia com uma cânula de traqueostomia em seu interior. As linhas demonstram o local mais comum que pode ocorrer lesão na traqueal em decorrência da presença da cânula e em conseqüente gerar o aparecimento de uma estenose.

Traqueia com uma cânula de traqueostomia em seu interior. As linhas demonstram o local mais comum que pode ocorrer lesão na traqueal em decorrência da presença da cânula e gerar uma estenose.

As estenoses podem ocorrer após a pessoa ter sofrido um traumatismo da região cervical (pescoço) ou torácica. Também ocorre em decorrência da invasão de um tumor benigno ou maligno de regiões vizinhas como: tumor de pulmão, tumor de esôfago, tumor do mediastino, etc. Ou em pessoas que foram submetidas a qualquer cirurgia dessas regiões da região cervical ou torácica (lesões malignas ou benignas da laringe, tireoide, esôfago e cirurgias cardíacas tumores do tórax).

Quando ocorrem paralisias das pregas vocais em abdução ou em adução os sintomas podem simular (confundir) com uma estenose da traqueia.

Quando suspeitar (sinais e sintomas)

O paciente quase sempre apresenta dificuldade em puxar e em soltar o ar (inspirar e expirar), associado a um estridor (chiado, barulho) na garganta. Pode estar presente também a tosse seca com ou sem secreções ou mesmo algum grau de alteração da voz (depende em que local está a estenose). Geralmente a pessoa não consegue expelir essas secreções (sempre há a sensação de que não saiu toda a secreção). Esses sintomas podem piorar dia a dia e a pessoa pode sentir cada vez mais dificuldade em respirar (sensação de que o ar não entra nos pulmões). Pode haver infecções de repetição como laringite, bronquite, pneumonias.

É comum que médicos pouco experientes confundam esses sintomas com outras doenças, como asma, bronquite, laringite, e tentem tratar com inalações, antibióticos ou corticóides.

Em pacientes (geralmente recém-nascidos ou crianças) que estão no hospital, intubados (na UTI em respiração artificial), o sinal mais comum ocorre quando o médico da UTI faz a tentativa de retirar a pessoa da respiração artificial. O médico irá fazer a retirada do tubo (cânula oro ou nasotraqueal), e a pessoa não consegue manter a respiração espontaneamente (devido à presença da estenose). Devido a isso haverá necessidade de ser realizada uma reintubação ou mais raramente haverá a necessidade de submeter essa pessoa a uma traqueostomia ou cricostomia.

Como fazer o diagnóstico

O diagnóstico deve ser suspeitado em todos os pacientes que foram submetidos a uma intubação em qualquer fase de sua vida (especialmente há um ano) e que apresentem algum dos sintomas que foram descritos acima.

O diagnóstico definitivo é feito por intermédio da endoscopia respiratória (laringotraqueobroncoscopia). Esse exame deve ser realizado observando muitos cuidados técnicos como: realizar o exame com a pessoa em respiração espontânea, solicitar (se for possível) durante o exame que a pessoa emita sons agudos e graves e que faça respiração forçada inspiratória e expiratória. O exame deve ser realizado em toda a via aérea (laringe, traqueia e brônquios) e não somente na traqueia, pois o examinador deve ter uma visão total das vias aéreas. Devem ser utilizados instrumentais específicos para cada tipo de avaliação. Esses exames devem ser sempre realizados no centro cirúrgico com a pessoa sob analgesia superficial, depois analgesia profunda e finalmente com anestesia geral. Cada fase servirá para avaliar uma área da laringe / traqueia e brônquios.

A investigação diagnóstica completa é a fase de maior importância para que o cirurgião consiga saber com extrema precisão que áreas estão comprometidas da traqueia e dessa maneira consiga instituir o melhor tratamento para cada pessoa.

O exame de tomografia helicoidal com reconstrução em 3D e o de ressonância magnética podem ser utilizados como complementares ao exame de endoscopia respiratória, mas muitas vezes poderão não demonstrar as estenoses se não forem tomados alguns cuidados técnicos em sua execução.

Em recém-nascidos, crianças e adultos que apresentem uma estenose traqueal e que nunca foram intubados devemos sempre investigar outras causas que podem gerar uma estenose como: obstrução / estenose em decorrência da invasão de um tumor benigno ou maligno de qualquer estrutura de regiões vizinhas a traqueia.

Complicações das estenoses da traqueia

É comum que as pessoas portadoras dessas doenças apresentem infecções respiratórias de repetição como: laringites, traqueítes, pneumonias. Devido a isso poderá, em longo prazo, haver sequelas pulmonares. Mas o principal risco é de ocorrer obstrução (fechamento geralmente devido a presença de secreções / pús) aguda da estenose e consequente insuficiência respiratória e morte por asfixia. Por isso é de extrema importância que a pessoa seja tratada.